Homem foi detido em Juazeiro do Norte após ocorrência durante show de Natanzinho Lima em Lavras da Mangabeira; Justiça concedeu liberdade provisória com monitoramento eletrônico
O empresário Miguel Teixeira de Carvalho Neto, conhecido como “Miguel das Praias”, foi preso em flagrante na madrugada de domingo (23), no Aeroporto de Juazeiro do Norte, no Ceará, após ser apontado como suspeito de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos durante uma festa realizada em Lavras da Mangabeira.
O caso ocorreu durante uma apresentação do cantor Natanzinho Lima, no domingo (23). Segundo informações obtidas no inquérito policial pelo Diário do Nordeste, o suspeito teria deixado o local do evento e seguido para o aeroporto de Juazeiro do Norte, onde pretendia deixar a região.
A distância entre Lavras da Mangabeira e Juazeiro do Norte é de aproximadamente 90 quilômetros.
Suspeita ocorreu durante apresentação
Segundo o relato apresentado à polícia pelo pai da adolescente, a jovem estava acompanhando o show quando teria sido abordada pelo suspeito na área próxima ao palco.
O pai relatou que o homem teria tocado a adolescente sem consentimento. A denúncia levou familiares a acionarem as forças de segurança.
As informações sobre a dinâmica da ocorrência fazem parte da investigação e, até o momento, não representam uma conclusão judicial sobre a responsabilidade do investigado.
O caso foi registrado como suspeita de importunação sexual, e a adolescente teve sua identidade preservada.
Suspeito foi localizado no aeroporto
Após a denúncia, familiares informaram às autoridades que o suspeito estaria se deslocando para Juazeiro do Norte com a intenção de deixar a região.
Ele foi localizado no aeroporto e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Juazeiro do Norte, onde foi autuado em flagrante.
De acordo com informações divulgadas posteriormente, a produção e os seguranças que acompanhavam Natanzinho Lima também teriam retirado o homem da área do palco durante a ocorrência.
Jatinho seria utilizado por Natanzinho Lima
A prisão ganhou repercussão porque o suspeito foi levado ao aeroporto enquanto se preparava para deixar a região em um jatinho que seria utilizado pelo cantor Natanzinho Lima.
A situação, entretanto, gerou um esclarecimento por parte da assessoria do artista.
Em nota divulgada ao Diário do Nordeste, a assessoria afirmou que Miguel era participante do evento e não possuía vínculo empresarial com Natanzinho Lima.
O episódio também provocou a interrupção temporária do show. Segundo a apuração jornalística, a apresentação foi retomada depois que o suspeito foi retirado do palco.
Justiça concede liberdade provisória
Apesar da prisão em flagrante, Miguel Teixeira de Carvalho Neto não permaneceu preso.
Ele passou por audiência de custódia na segunda-feira (24), no 1º Núcleo de Custódia e Garantias de Juazeiro do Norte.
Na audiência, a Justiça concedeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares. Entre elas está o monitoramento eletrônico por tornozeleira.
A decisão não significa absolvição nem encerramento da investigação. O processo seguirá seu curso para apurar as circunstâncias da ocorrência e a eventual responsabilidade criminal do investigado.
Quem é o empresário
Miguel Teixeira de Carvalho Neto é conhecido no meio empresarial e também possui presença no circuito de eventos e grupos de forró.
Segundo levantamento publicado pelo Diário do Nordeste, ele atua no setor de transportes e aparece como proprietário de empresas relacionadas ao segmento de veículos em Fortaleza.
A repercussão do caso aumentou justamente pela proximidade do empresário com eventos musicais e pela sua presença na comitiva que acompanhava a apresentação de Natanzinho Lima em Lavras da Mangabeira.
Investigação continua
O caso permanece sob investigação das autoridades cearenses.
A defesa de Miguel Teixeira de Carvalho Neto não havia se manifestado ao Diário do Nordeste até a publicação da atualização mais recente consultada. O espaço permanece aberto para eventual manifestação da defesa.
O Portal Vilela 24hs reforça que, diante da inexistência de condenação definitiva, o empresário deve ser tratado como investigado ou suspeito, e não como autor comprovado do crime.
A preservação da identidade da adolescente também é necessária em razão de sua condição de menor de idade.
Portal Vilela 24hs — Informação com apuração, contexto e responsabilidade.
