Pesquisadores anunciaram dois novos casos de cura do HIV, elevando para 13 o número de pacientes considerados curados da infecção em todo o mundo. O resultado foi apresentado durante a Conferência Internacional sobre Aids (IAS 2026), reforçando os avanços da ciência na busca por estratégias capazes de eliminar o vírus do organismo.
Os dois pacientes passaram por transplantes de células-tronco realizados inicialmente para tratar doenças hematológicas graves. Após o procedimento e o acompanhamento médico, ambos deixaram de apresentar sinais detectáveis do HIV mesmo sem o uso contínuo da terapia antirretroviral.
Especialistas ressaltam, no entanto, que os casos não representam uma cura acessível para a população em geral. O transplante é um procedimento complexo, de alto risco e indicado apenas para pacientes que também possuem doenças graves do sangue, não sendo utilizado como tratamento convencional contra o HIV.
Atualmente, a terapia antirretroviral continua sendo a principal forma de controle da infecção. Com o tratamento adequado, pessoas vivendo com HIV podem alcançar carga viral indetectável, o que impede a transmissão do vírus por via sexual e proporciona qualidade e expectativa de vida semelhantes às da população em geral.
Os novos casos renovam as expectativas da comunidade científica e contribuem para o desenvolvimento de pesquisas voltadas a tratamentos mais seguros e acessíveis no futuro.
Pesquisadores destacam que cada novo caso de cura fornece informações importantes para compreender como eliminar os reservatórios do vírus no organismo, considerado um dos maiores desafios da medicina.
