Levantamento aponta alta de 7,2% no primeiro semestre; alimentação continua pressionando o orçamento das famílias
O tradicional prato feito, considerado uma das refeições mais consumidas pelos trabalhadores brasileiros, ficou significativamente mais caro em 2026. Levantamento do Índice Prato Feito (IPF) mostra que o preço médio nacional passou de R$ 29,77, em janeiro, para R$ 31,90 em junho, acumulando alta de 7,2% no primeiro semestre do ano.
O estudo foi elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) e acompanha a evolução dos preços de itens presentes na refeição típica do brasileiro, como arroz, feijão, carnes, saladas e guarnições.
Na prática, um trabalhador que almoça fora de casa durante 20 dias úteis desembolsa cerca de R$ 638 por mês apenas com o almoço, sem considerar café da manhã, jantar ou outras despesas com alimentação.
Entre os fatores que mais pressionaram os preços estão o aumento no valor das carnes, do tomate, do café e de outros insumos utilizados pelos restaurantes, refletindo diretamente no custo das refeições.
Os dados também reforçam outro cenário observado nas pesquisas da cesta básica. Embora algumas capitais tenham registrado queda nos preços em junho, 17 capitais brasileiras apresentaram aumento no custo da cesta básica, demonstrando que a alimentação continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias.
Economistas avaliam que o comportamento dos alimentos continuará sendo um dos principais indicadores observados nos próximos meses, principalmente por seu impacto direto na inflação e no poder de compra da população.
