A dívida pública da Bahia poderá equivaler a 44% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2027, conforme projeção incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) apresentado pelo governo estadual. O indicador considera a Dívida Consolidada Líquida (DCL) em relação à receita corrente líquida do Estado.
A estimativa está no planejamento fiscal da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Embora o percentual projetado permaneça abaixo do limite de 200% estabelecido para os estados pela legislação fiscal, a evolução das contas públicas baianas tem sido objeto de análise e debate.
Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em setembro de 2026, apontou deterioração de indicadores fiscais durante a atual gestão, incluindo projeções de déficit orçamentário e redução da disponibilidade de caixa. A análise também destacou que a dívida estadual continua em patamar considerado controlado e que os investimentos públicos aumentaram.
O que significa a projeção de 44%?
O índice não significa que 44% de toda a arrecadação será destinado diretamente ao pagamento da dívida. Trata-se da proporção entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida, indicador utilizado para avaliar o nível de endividamento do Estado em relação à sua capacidade de arrecadação.
Na proposta da LDO de 2027, o governo baiano prevê que essa relação caia para 38% até 2029. A administração estadual sustenta que o endividamento permanece em nível seguro e que há espaço para manter investimentos e políticas públicas.
O acompanhamento dos próximos resultados fiscais será importante para verificar se as projeções se confirmam e como a trajetória das receitas, despesas e operações de crédito poderá afetar as contas estaduais.
