Dezenas de milhares de pessoas ocuparam, no sábado (5), a praça central de Zagreb, capital da Croácia, para protestar contra a demora na remoção de cerca de 34 mil a 37 mil toneladas de resíduos encontrados em um depósito próximo à cidade de Gospić, na região de Lika. O ato, chamado “Caminhada por Lika, Caminhada pela Croácia”, foi um dos maiores protestos ambientais realizados no país nos últimos anos.
O material, descoberto pelas autoridades em 2025, inclui resíduos industriais, eletrônicos, plásticos, materiais de construção e resíduos hospitalares. Parte teria sido transportada de outros países europeus, principalmente Itália, Eslovênia e Alemanha. Investigações também apontaram a presença de substâncias potencialmente perigosas no solo e nas águas subterrâneas da região.
Os manifestantes cobraram um plano emergencial de descontaminação, prazos definidos para retirada do material e responsabilização pelos descartes ilegais. Entre as faixas estavam mensagens como “Os pulmões da Croácia não conseguem mais respirar” e “Pare a destruição da Croácia”.
O governo croata afirma que a remoção será realizada e que uma empresa já foi selecionada para a primeira etapa. Após os protestos, a ministra da Proteção Ambiental, Marija Vučković, informou que um plano completo de recuperação deverá ser apresentado até 20 de setembro.
A mobilização transformou um problema ambiental localizado em uma cobrança nacional por fiscalização, transparência e responsabilidade na gestão de resíduos.
QUANDO O LIXO AMEAÇA A ÁGUA, O SOLO E O FUTURO, A COBRANÇA DEIXA DE SER OPÇÃO E VIRA NECESSIDADE.
