O desfile cívico-militar de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira (7), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terminou marcado pelo contraste entre a estimativa oficial de público e o que aparece nas imagens do evento.
Segundo o governo federal, cerca de 70 mil pessoas acompanharam a cerimônia. O número foi divulgado pelo Palácio do Planalto e reproduzido por diferentes veículos de imprensa. No entanto, imagens registradas durante o desfile mostram grandes áreas da Esplanada com baixa ocupação, levantando questionamentos sobre a dimensão real do público.
O Poder360 comparou imagens do desfile deste ano com registros de 2025 e apontou que, visualmente, a presença de público em 2026 não confirma a estimativa apresentada pelo governo. A publicação também destacou que o Planalto não explicou de forma detalhada como chegou ao número de 70 mil participantes.
O cenário chama atenção porque a estimativa oficial representa um aumento expressivo em relação ao público informado para o desfile de 2025, quando foram contabilizadas aproximadamente 45 mil pessoas. O governo, portanto, fala em um crescimento de cerca de 56% no público, justamente em um evento que, pelas imagens disponíveis, aparentou ter trechos consideravelmente vazios.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de ministros do governo.
Lula não fez discurso durante o desfile. Depois da cerimônia, porém, deixou a área reservada das autoridades e foi até a arquibancada para conversar com apoiadores.
O evento teve como tema “Soberania — A força que une o Brasil” e ocorreu em um momento de forte tensão política em Brasília, a poucas semanas do primeiro turno das eleições de 2026.
Até o momento, o dado de 70 mil pessoas permanece como estimativa divulgada pelo governo, e não como uma contagem independente comprovada. A diferença entre a cifra oficial e a aparência do público nas imagens é justamente o principal ponto de controvérsia em torno do desfile deste ano.
