Um homem de 23 anos foi preso neste sábado, 15 de agosto, em Itabuna, suspeito de envolvimento em uma série de crimes patrimoniais praticados após vítimas serem submetidas a substâncias que teriam provocado perda de consciência e desorientação.
De acordo com as investigações, o suspeito trabalha como marceneiro e aproveitava o período em que as vítimas estavam incapacitadas para se apoderar de celulares e cartões bancários. Em seguida, teriam sido realizadas transferências, compras e outras operações financeiras sem autorização.
O caso mais recente envolve uma professora de 68 anos. Segundo a apuração policial, a mulher passou mal após consumir um alimento no apartamento onde o investigado realizava um serviço de marcenaria.
A vítima perdeu os sentidos e precisou ser socorrida. Ela foi encaminhada para uma unidade hospitalar, onde permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva.
Durante o período em que a professora estava incapacitada, foram identificadas movimentações bancárias superiores a R$ 40 mil. Outras tentativas de transações também teriam sido realizadas.
A investigação identificou pelo menos mais dois casos com características semelhantes.
Em uma das ocorrências, um homem de 42 anos relatou que consumiu um chá preparado pelo investigado. A bebida teria sido oferecida sob a justificativa de ajudar no tratamento de sintomas gripais.
Depois de ingerir o chá, a vítima perdeu a consciência e despertou somente no dia seguinte, ainda desorientada. Ao recuperar o acesso à conta bancária, constatou a retirada de R$ 7.890 por meio de transferências via Pix.
Segundo a apuração, parte do dinheiro foi enviada para uma conta vinculada ao próprio investigado. O restante teria sido transferido para contas de terceiros, que também deverão ser analisadas pela polícia.
O terceiro caso conhecido ocorreu em 2025. Um homem de 53 anos declarou que perdeu a consciência após consumir bebidas na companhia do suspeito. Ele acordou no dia seguinte em uma unidade hospitalar.
Posteriormente, a vítima percebeu o desaparecimento do celular e de cartões bancários. Ao recuperar o acesso aos aplicativos, constatou compras não autorizadas que somavam aproximadamente R$ 19,8 mil.
Ainda segundo o registro policial, conversas posteriores entre a vítima e o investigado teriam indicado uma admissão da prática e uma promessa de ressarcimento. O conteúdo deverá ser avaliado no conjunto das provas.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, investigadores apreenderam aparelhos celulares, um veículo, produtos alimentícios e suplementos encontrados na residência. Os materiais serão submetidos a exames periciais.
As apurações continuam para esclarecer a dinâmica dos episódios, verificar a procedência das substâncias apreendidas, identificar possíveis comparsas e localizar outras vítimas.
O homem permanece na condição de investigado. A prisão e os elementos reunidos pela polícia não representam condenação definitiva. A responsabilidade criminal dependerá da análise das provas e de decisão do Poder Judiciário, com garantia do direito de defesa.
Pessoas que reconheçam situações semelhantes devem procurar a Polícia Civil e apresentar extratos, comprovantes de transações, conversas, prontuários médicos e outras informações que possam contribuir com a investigação.
