Valor desembolsado até o início de julho supera todo o montante pago durante o ano eleitoral de 2022.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou um novo recorde na execução de emendas parlamentares em ano eleitoral. Segundo dados do sistema Siga Brasil, do Senado Federal, o Executivo pagou R$ 33,89 bilhões em emendas até o início de julho, o maior volume já registrado para esse período do calendário eleitoral.
O valor supera, inclusive, todo o montante desembolsado em 2022, quando o governo federal executou R$ 28,04 bilhões em emendas ao longo dos doze meses. Também ultrapassa os valores pagos nos anos anteriores, evidenciando o crescimento da participação das emendas parlamentares no Orçamento da União.
Desse total, aproximadamente R$ 25,3 bilhões correspondem a emendas do Orçamento de 2026, enquanto cerca de R$ 8,6 bilhões referem-se a restos a pagar de exercícios anteriores. No primeiro semestre, foram executadas mais de 23 mil emendas apresentadas por deputados federais e senadores.
O pagamento das emendas ocorre dentro do calendário aprovado pelo Congresso Nacional e faz parte da execução do Orçamento Federal. Esses recursos são destinados a obras, investimentos, ações na saúde, educação, infraestrutura e outras áreas indicadas pelos parlamentares em seus estados e municípios.
O aumento dos repasses, no entanto, reacendeu o debate político. Críticos afirmam que o elevado volume de recursos liberados em ano eleitoral pode ampliar a influência política do Congresso. Já o governo sustenta que apenas está cumprindo o cronograma orçamentário aprovado pelo Legislativo e respeitando a legislação vigente.
As emendas parlamentares são instrumentos previstos na Constituição e representam uma parcela do Orçamento destinada por deputados e senadores para financiar projetos e serviços públicos em suas bases eleitorais.
