Pesquisa revela que milhões de pessoas seguem orientações encontradas na internet, mesmo desconfiando da veracidade das informações.
Saúde
Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association, uma das mais respeitadas revistas científicas da área médica, acendeu um alerta sobre o impacto das redes sociais na saúde da população. A pesquisa revelou que aproximadamente 22% dos adultos norte-americanos afirmam tomar decisões relacionadas à própria saúde com base em conteúdos publicados nas plataformas digitais.
O levantamento ouviu mais de sete mil pessoas nos Estados Unidos e mostrou um cenário contraditório. Embora quase 80% dos entrevistados reconheçam que muitas informações sobre saúde divulgadas nas redes podem ser falsas, imprecisas ou enganosas, milhões continuam utilizando esse conteúdo para decidir sobre tratamentos, alimentação, medicamentos e hábitos de vida.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é que cerca de 85% dos participantes afirmaram já ter compartilhado conteúdos relacionados à saúde nas redes sociais. Esse comportamento contribui tanto para a disseminação de informações corretas quanto para a propagação de desinformação.
Os autores destacam que o crescimento da produção de conteúdo sobre saúde, aliado ao avanço da inteligência artificial e ao aumento de publicações patrocinadas por influenciadores, torna ainda mais difícil para o público identificar quais orientações possuem respaldo científico.
Diante desse cenário, os pesquisadores reforçam que informações encontradas na internet não devem substituir a avaliação de médicos e demais profissionais da saúde. A recomendação é sempre verificar a origem do conteúdo e buscar orientação especializada antes de iniciar ou interromper qualquer tratamento.
foto: divulgação
