Motoristas relatam ataques com tiros, pedras e obstáculos na pista; assalto entre Gandu e Itamarati aumentou a preocupação de quem trafega à noite.
O medo tem mudado a rotina de caminhoneiros que trafegam pela BR-101, no sul da Bahia. Diante de relatos de assaltos e ataques durante a noite, motoristas estão combinando horários e utilizando rádios para seguir viagem em comboios, numa tentativa de reduzir os riscos em trechos considerados perigosos.
A situação preocupa especialmente profissionais que circulam entre Itabuna, Ubaitaba e Gandu. Em vídeos enviados à redação do Blog Verdinho Itabuna, o caminhoneiro Sílvio, conhecido como Bicudo, aparece aguardando outros veículos por volta das 19h30 para seguir viagem em direção a Salvador.
Segundo os relatos apresentados pelo motorista, criminosos estariam disparando contra carretas, arremessando pedras e colocando obstáculos na pista para obrigar os condutores a parar. As informações descrevem uma rotina de tensão para quem depende da rodovia para trabalhar e transportar mercadorias.
A preocupação aumentou após um assalto relatado na madrugada do sábado, dia 10, entre Gandu e o distrito de Itamarati. Conforme as informações divulgadas, cinco homens armados teriam atacado dois caminhoneiros, disparado contra a cabine de um dos veículos e roubado dois celulares. Um dos motoristas teria sofrido ferimentos provocados por estilhaços de vidro.
Diante desse cenário, viajar acompanhado passou a ser uma estratégia adotada por motoristas que temem novos ataques. Embora a formação de comboios possa transmitir maior sensação de segurança, ela não substitui o policiamento nem garante proteção contra ações criminosas.
Os relatos reforçam a cobrança por mais segurança e fiscalização na BR-101, sobretudo nos períodos de menor movimento. Para caminhoneiros, a questão vai além dos prejuízos materiais: envolve a integridade física de quem passa horas na estrada e precisa cumprir rotas para manter o próprio sustento.
Até o momento, o material utilizado como base para esta reportagem não apresenta um posicionamento oficial das forças de segurança sobre os episódios citados, nem dados que permitam dimensionar a frequência dos ataques. A confirmação das ocorrências e a manifestação das autoridades são fundamentais para esclarecer o cenário e orientar os usuários da rodovia.
