Documentos da Justiça da Bahia registram processos por tentativa de homicídio qualificado, furto e suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo; situação processual de cada caso precisa ser distinguida de eventual condenação
O homem apontado como suspeito no caso do desaparecimento do bebê Noah, de 11 meses, passou a ser alvo de atenção também pelo histórico de processos judiciais. Documentos do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) mostram que Gildemar Alves dos Santos respondia a outras ações penais, entre elas uma por tentativa de homicídio qualificado, uma por furto e outra relacionada à suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
O material consultado também contém um pedido do Ministério Público da Bahia para que a prisão preventiva de Gildemar fosse decretada em um processo envolvendo um veículo com placas adulteradas. O requerimento foi apresentado em outubro de 2026, mas o documento analisado comprova o pedido da Promotoria não permite afirmar, isoladamente, que a Justiça tenha concedido a medida.
DENÚNCIA APONTA SUSPEITA DE PLACAS ADULTERADAS
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Gildemar foi abordado por policiais rodoviários federais em outubro de 2025, na BR-116, em Vitória da Conquista. Conforme a acusação, o Hyundai HB20 que ele conduzia circulava com placas que não correspondiam à identificação original do automóvel.
A denúncia relata que a perícia identificou divergências entre as placas utilizadas e os registros do veículo. Em seu interrogatório, segundo o documento, Gildemar afirmou ter comprado o automóvel por R$ 30 mil de um homem que conheceu por meio de um anúncio no Facebook e disse que recebeu o carro em Ilhéus.
Essas informações integram a versão apresentada na acusação e devem ser tratadas como alegações submetidas à análise judicial, não como condenação definitiva.
OUTRAS AÇÕES APARECEM EM DOCUMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Ao fundamentar o pedido de prisão preventiva no processo sobre o veículo, a Promotoria citou outras ações penais em andamento: uma por tentativa de homicídio qualificado, outra por suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo e uma por furto.
A existência desses processos foi mencionada pelo Ministério Público como parte de sua argumentação sobre possível risco de repetição de condutas. A avaliação apresentada pela acusação, porém, não substitui a decisão judicial nem autoriza tratar as acusações como fatos definitivamente comprovados.
INVESTIGAÇÃO SOBRE O CASO NOAH
O nome de Gildemar também foi associado ao caso do bebê Noah, levado de Firmino Alves e localizado posteriormente em Ilhéus, conforme informações divulgadas pela imprensa sobre a ocorrência. A participação individual dos suspeitos e as circunstâncias do caso dependem da apuração das autoridades.
Os documentos judiciais consultados nesta reportagem tratam de outros processos e não comprovam, por si só, responsabilidade pelo desaparecimento ou sequestro de Noah. A relação entre o suspeito e a ocorrência deve ser atribuída às informações oficiais da investigação e às manifestações das autoridades responsáveis.
O Portal Vilela24h buscará manifestação da defesa de Gildemar Alves dos Santos e atualização do TJBA sobre o resultado do pedido de prisão preventiva. Caso haja resposta ou decisão judicial posterior, as informações deverão ser incorporadas à reportagem.
Fontes: documentos processuais do Tribunal de Justiça da Bahia e denúncia e manifestação do Ministério Público da Bahia constantes dos autos consultados; informações divulgadas pela imprensa sobre o caso Noah.
Nota de apuração: até a confirmação de decisões judiciais atualizadas, não afirmar que o pedido de prisão preventiva foi aceito nem apresentar ações em andamento como condenações.
