O empresário e influenciador Pablo Marçal afirmou que aceitaria ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente e decida escolhê-lo para integrar a Corte.
A declaração foi feita no domingo (4), durante entrevista ao jornalista Luiz Bacci, quando Marçal comentava a possibilidade de participar de um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Ao falar sobre os cargos que poderia ocupar, Marçal citou diretamente o Supremo e mencionou sua formação em Direito.
“Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho meu diploma de Direito. Eu vou tocar o terror lá no STF”, declarou.
Marçal também afirmou que estaria disposto a assumir outras funções em um eventual governo.
Segundo os relatos da entrevista, o empresário declarou que estaria “na guerra” ao lado de Flávio e chegou a citar, em tom provocativo, até um eventual cargo de ministro da “superinteligência”.
A fala ganhou repercussão justamente em meio ao debate sobre a composição futura do Supremo Tribunal Federal e o poder que o próximo presidente poderá exercer por meio de novas indicações à Corte.
Apesar da declaração de Marçal, não há anúncio de Flávio Bolsonaro indicando o empresário para uma vaga no STF nem confirmação de que seu nome esteja sendo formalmente analisado para o tribunal. Até o momento, trata-se de uma manifestação do próprio Marçal sobre uma possibilidade hipotética.
Uma eventual nomeação para o Supremo também não depende apenas da vontade do presidente da República. Pela Constituição, o indicado precisa cumprir os requisitos para o cargo, ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e obter aprovação da maioria absoluta dos senadores antes de ser nomeado.
A declaração deve, portanto, ser entendida dentro do contexto político da campanha e não como anúncio de uma futura composição do STF.
