O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia fazer uma nova indicação para o Supremo Tribunal Federal ainda em 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais. A movimentação ocorre em meio à tentativa do Palácio do Planalto de evitar uma nova derrota no Senado e aproveitar a atual composição da Casa antes da posse dos parlamentares eleitos.
A vaga permanece aberta desde a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Lula chegou a indicar Jorge Messias para o posto, mas o nome foi rejeitado pelo Senado em abril por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma derrota histórica para o governo.
Diante desse cenário, o governo passou a avaliar nomes com maior capacidade de diálogo com o centro político e com o comando do Senado.
Entre os nomes mencionados nos bastidores aparecem o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, a ex-ministra Simone Tebet e o desembargador Ricardo Couto, atual governador em exercício do Rio de Janeiro.
Pacheco, porém, já afirmou publicamente que não tinha expectativa ou perspectiva de assumir uma vaga no Supremo e classificou o assunto como “página virada”. Mesmo assim, seu nome voltou a ser mencionado em articulações políticas por ter trânsito no Senado e boa relação com Davi Alcolumbre.
Simone Tebet também aparece entre as alternativas discutidas desde a rejeição de Messias. Em maio, ela afirmou que Lula não havia conversado diretamente com ela sobre uma eventual indicação, embora seu nome já circulasse nos bastidores.
Antes de qualquer decisão, a expectativa é que Lula converse com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para medir a possibilidade de aprovação do próximo indicado. O governo tenta evitar repetir o desgaste ocorrido com Messias, cuja rejeição foi a primeira de uma indicação presidencial ao STF desde 1894.
