Nova estratégia busca aumentar velocidade de resposta contra criminosos que utilizam motos e bicicletas em roubos na região central
A Polícia Militar de São Paulo colocou nas ruas uma nova modalidade de policiamento ostensivo no centro da maior cidade do país: duplas de policiais sobre motocicletas, com equipes equipadas inclusive com fuzis.
A estratégia integra o novo Batalhão de Resposta Avançada Operacional, o Bravo, unidade estruturada para aumentar a mobilidade das equipes em regiões onde criminosos também utilizam motocicletas e bicicletas para executar roubos e fugir rapidamente.
Na etapa inicial, a estrutura deverá operar com 150 motocicletas, segundo informações divulgadas sobre o novo modelo.
O foco inclui principalmente crimes patrimoniais de rápida execução, entre eles roubos de celulares, abordagens contra pedestres e ataques realizados por criminosos que se aproveitam do trânsito intenso para escapar.
VELOCIDADE CONTRA VELOCIDADE
A lógica operacional é relativamente simples.
Em regiões de trânsito congestionado, viaturas tradicionais podem enfrentar dificuldades para acompanhar suspeitos em motocicletas. As motos policiais ampliam a capacidade de deslocamento e permitem que as equipes atravessem corredores urbanos com maior rapidez.
A presença de policiais armados com fuzis, entretanto, também chama atenção pela potência do armamento utilizado em uma região densamente povoada.
O novo batalhão surge dentro de uma estratégia de resposta especializada, com policiais submetidos a preparação específica antes do início das operações.
A medida será acompanhada pelo desempenho operacional e pelos indicadores criminais da região central.
A questão central agora será verificar se o aumento da mobilidade policial conseguirá produzir redução consistente nos roubos e furtos e, ao mesmo tempo, manter protocolos rigorosos de atuação em áreas com grande circulação de pessoas.
