Investigação da Polícia Civil aponta que suspeito teria usado serviços de marcenaria para se aproximar das vítimas e acessar celulares, cartões e contas bancárias
A Polícia Civil da Bahia prendeu preventivamente, no sábado (15), em Itabuna, no sul do estado, Carlos Henrique Rosa dos Santos, de 23 anos, suspeito de dopar clientes para acessar celulares, cartões e contas bancárias e realizar movimentações financeiras sem autorização. O mandado foi cumprido no bairro Califórnia, durante uma operação que também realizou buscas na residência do investigado.
Segundo as investigações, o suspeito teria conquistado a confiança das vítimas durante atendimentos como marceneiro e, em algumas situações, oferecido alimentos ou bebidas que teriam provocado perda de consciência ou desorientação. Depois disso, os investigadores identificaram movimentações financeiras que teriam sido realizadas sem autorização.
Entre os casos investigados está o de uma professora de 68 anos, que passou mal após consumir um alimento durante um serviço realizado em seu apartamento. Ela precisou ser hospitalizada e permaneceu internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, mais de R$ 40 mil teriam sido movimentados de sua conta enquanto estava incapacitada.
Outras duas vítimas também relataram situações semelhantes. Em um dos casos, um homem teria perdido a consciência após consumir um chá e posteriormente identificado uma transferência via Pix de aproximadamente R$ 7,8 mil. Em outro, um homem relatou ter perdido a consciência após consumir bebidas e depois constatou compras não autorizadas de cerca de R$ 19,8 mil.
Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares, um veículo e produtos alimentícios e suplementos, que deverão passar por perícia. O material poderá ajudar a esclarecer se houve utilização de substâncias para incapacitar as vítimas.
A Polícia Civil continua investigando o caso e busca identificar outras possíveis vítimas. A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Itabuna é responsável pela apuração de crimes contra o patrimônio na região.
Carlos Henrique permanece à disposição da Justiça. As acusações estão sob investigação e não representam condenação definitiva.
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