O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo federal estuda permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como alternativa para renegociação de dívidas na nova fase do programa Desenrola, chamada de Desenrola 2.0.
A proposta ainda está em fase de elaboração, mas a ideia é ampliar as opções para que brasileiros endividados consigam regularizar sua situação financeira com mais facilidade.
Segundo Durigan, o uso do FGTS seria facultativo, ou seja, caberia ao trabalhador decidir se deseja utilizar o recurso para quitar ou renegociar débitos. A medida, caso seja implementada, deve vir acompanhada de regras específicas para evitar o comprometimento total da reserva financeira do trabalhador.
O Desenrola 2.0 surge como uma continuidade do programa original, que teve como foco principal a renegociação de dívidas de pessoas com renda mais baixa e negativadas.
A possível liberação do FGTS para esse fim levanta debates. De um lado, especialistas apontam que pode ser uma saída rápida para limpar o nome e recuperar crédito. Por outro, há preocupação com o uso de um recurso que tradicionalmente funciona como proteção em casos de demissão ou situações emergenciais.
Até o momento, não há definição oficial sobre quando a medida entrará em vigor nem quais serão os critérios exatos para utilização do fundo.
O governo segue discutindo os detalhes do programa antes de anunciar oficialmente as novas regras.
