Dois dos principais ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva comunicaram oficialmente ao presidente que querem deixar seus cargos no início deste ano, dando início a uma possível reorganização do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, sinalizou no fim de 2025 que pretende antecipar sua saída e comunicou a Lula o desejo de deixar a pasta ainda em janeiro, possivelmente até sexta-feira (9). A informação circula entre aliados e integrantes do ministério, embora parte da equipe defenda que ele permaneça até a conclusão da tramitação da PEC da Segurança Pública no Congresso tema central de sua gestão e ainda sem votação final marcada.
Já Fernando Haddad, titular do Ministério da Fazenda, também avisou o presidente de sua intenção de sair do cargo, mas com um prazo mais estendido. Haddad indicou que pretende permanecer à frente da economia até fevereiro, período em que planeja concluir prioridades da pasta e organizar sua transição. Nos bastidores, analistas e aliados interpretam que sua saída está diretamente ligada à articulação política e ao cenário eleitoral de 2026, incluindo papel na coordenação da campanha de reeleição de Lula ou possíveis candidaturas a cargos pelo PT.
Com a movimentação, o governo já estuda nomes para as substituições. No caso da Fazenda, o atual secretário-executivo Dario Durigan aparece como principal cotado para assumir interinamente. No Ministério da Justiça, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto é visto como possível nome até a escolha oficial do novo titular.
O retorno de Lula a Brasília nesta semana aumenta a pressão interna por uma definição rápida sobre essas mudanças no governo, que devem abrir espaço para ajustes mais amplos no primeiro escalão com foco nas eleições gerais de 2026
