
O governo da Bahia voltou a movimentar o cenário financeiro do estado. O governador Jerônimo Rodrigues enviou nova solicitação de empréstimo, desta vez no valor de R$ 650 milhões, recurso que será contratado junto a instituições financeiras nacionais. Com esse novo pedido, o montante total de endividamento acumulado pela atual gestão ultrapassa R$ 26 bilhões, considerando operações já aprovadas, em andamento e contratadas nos últimos anos.
O pedido chega em meio a críticas de parlamentares da oposição, que apontam que o estado vem aumentando sua dependência de crédito e reduzindo a margem para investimentos com recursos próprios. Já aliados do governo afirmam que os empréstimos são utilizados para financiar obras estruturantes e compensar defasagens federais, garantindo que o ritmo de investimentos não seja interrompido.
Segundo a justificativa anexada ao pedido, os R$ 650 milhões seriam destinados a projetos de infraestrutura, mobilidade urbana e modernização administrativa. O governo argumenta que a capacidade de pagamento da Bahia continua dentro dos limites permitidos e que o endividamento é “saudável” diante da necessidade de ampliar investimentos estratégicos.
A oposição rebate. Deputados criticam a falta de transparência sobre a execução das operações anteriores, afirmando que várias obras anunciadas ainda não foram concluídas. Outro ponto levantado é que a Bahia já figura entre os estados com maior comprometimento de receitas com dívida consolidada, o que pode pressionar as contas públicas nos próximos anos.
Apesar da polêmica, pedidos de empréstimo desse porte costumam ser aprovados sem grandes dificuldades na Assembleia Legislativa, onde o governo mantém maioria. Caso a nova operação seja autorizada, o estado deve fechar o ano com o maior volume de crédito contratado em uma década.