Ilhéus acaba de levar um golpe pesado no turismo. A MSC Cruzeiros, uma das maiores operadoras de cruzeiros do mundo, confirmou que não vai mais operar no Porto de Ilhéus durante toda a temporada 2026/2027. A decisão caiu como uma bomba e encerra, de vez, as negociações que vinham sendo conduzidas para garantir escalas regulares de navios transatlânticos na cidade.
O estopim foi um bloqueio realizado por motoristas de táxi, aplicativos e vans, na entrada do porto, na manhã desta quinta-feira (22). O protesto impediu o acesso de ônibus fretados que transportavam passageiros de um navio atracado, provocando atrasos, transtornos e um cenário que pesou diretamente na avaliação da companhia.
Por volta das 9h, o bloqueio comprometeu a logística da operação. Para a MSC, que trabalha com padrões rígidos de segurança, fluidez e previsibilidade, o episódio foi suficiente para “bater o martelo” e riscar Ilhéus do mapa da próxima temporada.
A saída da MSC do calendário portuário representa milhões de reais a menos circulando na economia local. O prejuízo atinge em cheio comerciantes, restaurantes, guias turísticos, artesãos, operadores de passeio e o setor de transportes, exatamente os segmentos que dependem da chegada dos cruzeiristas.
A reportagem tentou contato com o secretário municipal de Turismo, Maurício Tavares, para entender se houve tentativa de reverter a decisão junto à MSC, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
A ausência da MSC, líder mundial do setor, expõe fragilidades na gestão, no diálogo entre os setores e na capacidade de Ilhéus se manter como destino competitivo no turismo marítimo. Uma vitrine internacional foi fechada. E a conta, como sempre, fica para a cidade.
