
O homem acusado de atropelar e arrastar a ex-namorada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo, afirmou à polícia que “não fez nada” ao chegar à delegacia.
A vítima, Tainara Souza Santos, de 31 anos, sofreu ferimentos gravíssimos teve as pernas amputadas após ser arremessada por cima do capô e arrastada sob o carro.

O acusado identificado como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso no domingo (30/11), depois de ser reconhecido por testemunhas e imagens de câmeras de segurança. A prisão ocorreu após ele resistir à abordagem policial e trocar tiros com agentes.
Durante o depoimento, Douglas ainda alegou que não conhecia Tainara versão que familiares e amigos da vítima já desmentiram.
Para as autoridades tratase de tentativa de feminicídio, com evidências claras de crime com requintes de crueldade e sem possibilidade de defesa para a mulher.
Familiares, amigos e advogados de Tainara afirmaram que vão lutar para que o agressor seja condenado e que o caso “jamais fique impune”.

Comentário editorial
Esse caso escancara o quão brutal e real é a violência contra mulher no Brasil. O absurdo da atitude atropelar, arrastar e depois negar “não fiz nada” não deveria chocar quem entende o padrão de possessividade e misoginia que ancora esses crimes. A sociedade não pode aceitar impunidade de quem usa carro como arma e nega a responsabilidade. Que esse caso desperte o que há de pior em dor e revolta, e o que há de melhor em justiça e proteção às vítimas.