
Pais de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, registraram boletim de ocorrência após o menino morrer no Hospital Santa Júlia, onde teria recebido uma suposta dose incorreta de Adrenalina via intravenosa. Segundo o relato da família, Benício havia sido internado com sintomas leves tosse seca e suspeita de laringite e deveria receber apenas tratamento brando. Mas a médica de plantão prescreveu três doses de 3 ml de adrenalina EV, a cada 30 minutos.
Logo após a primeira injeção, o menino começou a deteriorar: ficou pálido, olhos e lábios ficaram avermelhados, disse à mãe que o “coração estava queimando” e a saturação de oxigênio despencou para cerca de 75%. Ele foi transferido à sala vermelha e depois para a UTI. Na sequência sofreu seis paradas cardíacas as últimas não puderam ser revertidas e morreu às 2h55 da madrugada de domingo.
A família questiona o uso da adrenalina por via intravenosa. Segundo o pai de Benício, a criança nunca havia recebido a medicação dessa forma apenas por nebulização. A técnica de enfermagem chegou a dizer que também nunca havia feito EV, mas que faria conforme estava na prescrição.
O receituário mostrado pela família indica administração total de 9 ml de adrenalina o que, segundo eles, seria uma dosagem absurda para um caso leve como o do filho.
Em nota, o hospital informou que as profissionais a médica responsável e uma técnica de enfermagem foram afastadas para apuração. A unidade afirma que a morte está sendo analisada pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente. A investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) está em curso.
Para os pais de Benício, o mais importante agora é que o caso sirva de alerta e que algo semelhante nunca mais aconteça.
Queremos justiça pelo Benício e que nenhuma outra família passe pela dor que estamos vivendo, disse o pai.
