
A instalação de novos radares em diversas vias de Ilhéus, todos limitando a velocidade a 40 km/h, desencadeou uma onda de insatisfação entre motoristas e moradores da cidade. A ação da gestão do prefeito Valderico Junior, que tem como foco na segurança viária, acabou alimentando um debate mais quente que asfalto do meio-dia: afinal, isso é mesmo proteção ao cidadão ou apenas uma nova forma de arrecadar?
A crítica mais comum entre condutores é direta e sem rodeios. Muitos afirmam que, se a intenção real fosse aumentar a segurança, a Prefeitura teria investido em soluções estruturais como faixas elevadas e readequação de trechos críticos. O argumento foi repetido por vários motoristas:
Isso aí não é pensando em segurança. Só estão pensando em arrecadação. Se fosse segurança, instalavam faixas elevadas.

A discussão tomou conta das redes sociais, grupos de WhatsApp, rodas de conversa e virou pauta obrigatória no trânsito da cidade. A percepção geral é de surpresa pela quantidade de radares instalados em tão pouco tempo, principalmente em vias com movimento intenso e onde, até então, o fluxo sempre funcionou.
Especialistas em mobilidade argumentam que radares podem, sim, reduzir acidentes mas reforçam que fiscalização isolada não substitui intervenções físicas que forçam a redução de velocidade. A ausência dessas medidas reforçou ainda mais o discurso da população.
O debate cresce e coloca a gestão da Prefeitura de Ilhéus sob pressão. Com a popularidade do tema e a insatisfação geral aumentando, resta saber se o governo vai se pronunciar, rever a estratégia ou simplesmente seguir com o plano atual, mesmo diante das duras críticas que não param de subir de tom.
No fim das contas, a pergunta que ecoa nas ruas é simples: quem está dirigindo essa política a preocupação com vidas ou o interesse em arrecadar?