
Ilhéus entrou de vez no debate sobre gestão pública depois que o ex-prefeito Mário Alexandre, o Marão, resolveu bater de frente com as críticas da oposição e puxar para a mesa um número que não deixa espaço para enrolação: a arrecadação municipal mais que dobrou durante os seus dois mandatos.
Foram oito anos que mudaram o caixa da cidade. Em 2016, Ilhéus arrecadava R$ 376,9 milhões. Ao final de 2024, esse valor saltou para R$ 827,3 milhões. Um crescimento superior a 120%. Na prática, isso significa que a cidade passou a ter muito mais capacidade de investir, planejar e entregar exatamente o ponto que Marão usa como trunfo para rebater quem diz que a gestão deixou problemas.
Segundo ele, esse avanço não caiu do céu. Houve reorganização fiscal, ampliação das fontes de receita e modernização administrativa. Com mais dinheiro entrando, o município, segundo dados oficiais, conseguiu ampliar obras de infraestrutura, pavimentação de bairros, manutenção de vias e intervenções urbanas que estavam paradas há anos.
Na saúde, o impacto foi ainda mais direto: expansão de serviços, valorização de profissionais e fortalecimento das unidades. Cidades com caixa desorganizado geralmente travam; Ilhéus, no período, conseguiu manter servidores e fornecedores pagos e ainda abriu portas para convênios e investimentos externos algo que só acontece quando as contas estão no verde.

Marão afirma que, diferente da narrativa que tenta se impor nas redes, ele entregou a Prefeitura com estabilidade fiscal, credibilidade e capacidade de investimento. E reforça que o resultado é fruto de planejamento, organização e compromisso, não de sorte.
Ao longo de oito anos, goste-se ou não do estilo, o governo consolidou Ilhéus como referência regional em gestão de finanças públicas. E isso explica muito do incômodo: números incomodam mais do que discurso.
