
Um parto que deveria ter acontecido sob assistência médica acabou ocorrendo em uma casa, em Olivença. A jovem Natália Gomes, de 27 anos, foi mandada de volta pra casa mesmo sentindo fortes dores de contração, após atendimento no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus.
Segundo relato da mãe, Lícia Carolina Tavolar, Natália apresentava entre 3 e 4 centímetros de dilatação quando foi dispensada do hospital por uma médica na tarde de quinta-feira (6). Sem ter condições de retornar sozinha pra casa, ela foi acolhida na residência de uma amiga, onde começou a sentir contrações mais intensas.
Com o apoio de uma Doula, profissional que oferece suporte físico e emocional às gestantes, o parto aconteceu ali mesmo, de forma improvisada, mas segura. O SAMU 192 foi acionado e chegou rapidamente, prestando os primeiros socorros e garantindo que mãe e bebê fossem levados em segurança de volta ao hospital.
O pequeno Benício nasceu à 00h02 desta sexta-feira (7), pesando 3,1 kg, saudável e sob cuidados da equipe médica.
Em relato emocionado, Lícia expressou sua indignação e gratidão. “A médica mandou minha filha embora sentindo dor. Se não fosse a Doula e o SAMU, não sei o que poderia ter acontecido. Sou grata a todos pelo cuidado e amor com que atenderam minha filha e meu neto”, desabafou.
O caso levanta questionamentos sobre o protocolo de atendimento a gestantes no Hospital Materno-Infantil e deve gerar nova pressão sobre a gestão da unidade, que já vinha sendo alvo de críticas por relatos de desatenção e superlotação.
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Via: FRN
