Duas empresas foram alvo de pichações e vandalismo em Alcântaras; polícia investiga suspeita de extorsão e reforça policiamento.
Duas empresas provedoras de internet foram alvo de ameaças e vandalismo na madrugada desta sexta-feira (16), no município de Alcântaras, no interior do Ceará. As fachadas dos estabelecimentos foram pichadas com mensagens que exigiam a saída das empresas da cidade em até 24 horas, sob ameaça de incêndio.
Uma das mensagens deixadas no local dizia: “Vocês têm 24 horas para sair ou vamos queimar tudo”. As inscrições também continham siglas atribuídas ao Comando Vermelho (CV). Uma das empresas teve o portão danificado durante a ação.
As provedoras atingidas são a Online Telecom e a Fox Net Telecom. Segundo reportagens publicadas nesta sexta-feira, câmeras de segurança registraram dois homens pichando uma das fachadas e danificando a entrada do estabelecimento. As imagens poderão auxiliar na identificação dos responsáveis.
SUSPEITA DE EXTORSÃO
O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Uma das linhas de apuração envolve a suspeita de que as ameaças estejam relacionadas à cobrança ilegal de valores para permitir que provedores continuem operando na região.
Segundo informações obtidas pelo portal Metrópoles junto a fontes policiais, criminosos estariam tentando impor uma espécie de “pedágio” às empresas. Empresários do setor também relataram cobranças mensais que poderiam chegar a R$ 4 mil.
A hipótese é que a recusa em pagar esses valores tenha motivado as intimidações. Entretanto, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará não confirmou uma relação direta entre as cobranças denunciadas e os ataques registrados nesta sexta-feira.
POLICIAMENTO REFORÇADO
Após as denúncias, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região. A secretaria estadual informou ainda que as forças de segurança atuam no combate a ameaças contra empresas provedoras desde julho de 2025.
Além dos danos aos estabelecimentos, o episódio levanta preocupações sobre a continuidade dos serviços de internet e a liberdade de atuação de empresas regulares. Em situações semelhantes, autoridades investigam se grupos criminosos tentam expulsar provedores para abrir espaço à exploração de redes clandestinas, conhecidas popularmente como “gato net”.
