O consumidor baiano começou outubro enfrentando uma nova pressão no orçamento doméstico.
O preço do gás liquefeito de petróleo, o GLP utilizado nos botijões de cozinha, sofreu reajuste de aproximadamente 9% na Bahia, segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás.
O aumento passou a valer no dia 1º de outubro após reajuste realizado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe.
O valor da tonelada do produto vendido às distribuidoras passou de R$ 3.643,40 para R$ 3.971,60.
Segundo estimativa do sindicato, o impacto para o consumidor pode resultar em um acréscimo médio entre R$ 7 e R$ 8 por botijão de 13 quilos.
Em Salvador, levantamento divulgado pela imprensa apontou que o botijão poderia chegar a aproximadamente R$ 170 em determinados pontos de venda.
Isso não significa, porém, que esse será o preço em toda a Bahia. O valor final varia de acordo com a distribuidora, revendedora, região, entrega e demais custos envolvidos na comercialização.
A Acelen afirmou que sua política de preços considera fatores como cotação internacional do petróleo, câmbio e custos de frete.
O aumento do gás ocorre em um período no qual os combustíveis também vêm sofrendo reajustes no estado.
Em setembro, por exemplo, a Acelen aumentou em aproximadamente R$ 0,1025 por litro o preço da gasolina A comercializada na refinaria, enquanto diesel S-10 e S-500 também tiveram reajustes.
É importante destacar que aumento na refinaria não significa repasse automático e idêntico nas bombas, já que o preço ao consumidor depende das demais etapas da cadeia de distribuição.
Para as famílias, entretanto, o resultado é uma combinação conhecida: combustível e gás pressionando o orçamento ao mesmo tempo.
Em uma casa que consome um botijão por mês, R$ 8 adicionais representam R$ 96 a mais em um ano, caso o reajuste seja integralmente mantido.
