Operação Combustão examina contratos da Aadesam e movimentações financeiras; ex-presidente da entidade aparece entre os investigados.
A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores no âmbito da Operação Combustão, deflagrada pela Polícia Federal em 24 de setembro, no Amazonas.
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e investiga possíveis desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022.
Segundo a PF, o suposto esquema teria utilizado dinheiro proveniente de contratos firmados pela Aadesam, com posterior circulação entre pessoas físicas e empresas vinculadas aos fatos examinados.
O bloqueio não significa que R$ 17 milhões tenham sido encontrados em dinheiro vivo. Trata-se de uma medida sobre patrimônio e valores, determinada durante a investigação.
De acordo com o Portal do Holanda, o ex-presidente da Aadesam José Nilmar Alves de Oliveira, candidato a deputado federal pelo PL em 2022, está entre os investigados.
A reportagem relata que a PF examina repasses a empresas ligadas ao empresário Valber José Prado Marques e uma transferência posterior de uma dessas empresas para a conta pessoal de Nilmar. A investigação busca determinar se existe relação entre essas movimentações e os recursos sob suspeita.
O Fato Amazônico identificou as empresas citadas no relatório como VJ Prado Marques e RP Comércio de Materiais e Serviços de Construção. Segundo o veículo, a transferência para a conta do então dirigente foi feita pela primeira.
Outro eixo envolve Hiago Dias Costa, apontado como administrador financeiro da campanha de Nilmar. A reportagem informa movimentação de R$ 831.147 entre 30 de maio e 28 de novembro de 2022, considerada pelos investigadores incompatível com a renda registrada.
A apuração procura esclarecer se essas operações envolvem recursos eleitorais não contabilizados. Uma movimentação financeira sob suspeita não equivale, por si só, à confirmação de caixa dois.
A PF informou que os investigados poderão responder, conforme as condutas individualmente demonstradas, por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
Não foi localizado, nas fontes consultadas, posicionamento dos citados sobre os apontamentos financeiros descritos nesta matéria.
Embora tenha sido deflagrada em setembro de 2026, a operação trata de fatos relacionados ao pleito de 2022. Essa diferença é essencial para evitar que as suspeitas sejam atribuídas automaticamente às campanhas atuais.
