Duas pessoas foram presas após saque bancário; PF apura possível origem dos valores em recursos públicos desviados.
A Polícia Federal apreendeu R$ 2,5 milhões em espécie e prendeu duas pessoas em flagrante em Belém, no Pará, em 16 de setembro. A abordagem ocorreu após a retirada do dinheiro de uma agência bancária.

Segundo a corporação, a investigação aponta que os valores poderiam ter origem em desvio de recursos públicos e seriam destinados ao financiamento irregular de campanha eleitoral.
Além do dinheiro, os policiais recolheram uma arma de fogo e outros materiais. A Controladoria-Geral da União participou da investigação, especialmente no rastreamento e na análise dos recursos.
Os detidos foram colocados à disposição da Justiça Eleitoral. A PF informou que as condutas investigadas podem envolver lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma e resistência, conforme a participação de cada pessoa.
A imprensa local acrescentou informações sobre possíveis vínculos políticos. Segundo o Grupo Liberal, os presos teriam ligação com João Coelho, vereador de Belém pelo PDT e candidato a deputado estadual, e com seu irmão Adriano Coelho, deputado estadual pelo MDB e candidato a deputado federal.
O Liberal informou que os dois homens permaneceram detidos após audiência de custódia realizada em 17 de setembro. Essa informação corresponde à situação naquela data e não permite afirmar, sem nova decisão consultada, qual é a condição prisional atual.
Um dos presos foi identificado pelo Metrópoles como Rubens Lima Teixeira, policial civil aposentado. Segundo a reportagem, baseada em relatório policial, ele estava armado e foi contido com arma de choque durante a abordagem após resistir às ordens dos agentes. Essa descrição corresponde à versão registrada pela polícia.

Reportagem do UOL relacionou a apuração a recursos movimentados por empresa com contratos públicos e citou a suspeita de destinação eleitoral. O veículo informou que os investigados e o governo paraense não haviam respondido aos seus questionamentos até aquela publicação.
Não foi localizado, na pesquisa para este texto, posicionamento posterior que esclarecesse a versão dos citados.
O caso também passou a ser utilizado em publicações enganosas. Uma checagem do UOL Confere não encontrou respaldo para associar a apreensão à campanha do presidente Lula. A investigação não pode ser ampliada para outros candidatos por mera associação partidária.
A origem dos recursos, sua destinação e a responsabilidade individual dos envolvidos permanecem como pontos centrais da apuração.
