Plano prevê integração com Guardas Municipais, PF e PRF e ampliação do videomonitoramento nos 27 Territórios de Identidade

A integração das milhares de câmeras existentes nas cidades baianas aparece como uma das apostas tecnológicas do plano de segurança apresentado pelo candidato ao Governo da Bahia ACM Neto.
A proposta prevê conectar sistemas municipais de videomonitoramento a uma plataforma estadual e oferecer uma bonificação, ainda a ser definida, aos municípios que integrarem suas câmeras ao sistema do Estado.
O modelo vai além das câmeras municipais.
O documento prevê buscar integração formal com Guardas Municipais, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, permitindo compartilhamento sistemático de imagens, alertas e informações provenientes de diferentes estruturas de segurança.
UMA REDE ÚNICA
Segundo o plano, os 417 municípios baianos seriam conectados progressivamente a uma plataforma digital.
A proposta também prevê expandir a leitura automática de placas, conhecida como LPR, para rodovias estaduais, estradas de acesso ao interior e pontos considerados estratégicos nas divisas da Bahia.
Esses dados seriam conectados a estruturas regionais de comando nos 27 Territórios de Identidade.
A ideia descrita no plano é possibilitar, por exemplo, que informações sobre veículo roubado, placa suspeita ou ocorrência identificada por uma corporação sejam rapidamente compartilhadas com outras forças.
O documento argumenta que atualmente diferentes estruturas podem operar bancos e pontos de monitoramento separados, reduzindo a capacidade de comunicação entre elas. Essa é uma avaliação apresentada pelo próprio plano de campanha.
MUNICÍPIOS RECEBERIAM INCENTIVO
Um ponto que chama atenção é justamente o mecanismo financeiro.
Municípios que conectarem seus próprios sistemas de câmeras ao Estado poderiam receber bonificação, mas o documento informa apenas que o valor ou formato ainda será definido.
Também é mencionada a possibilidade de incentivar, após análise, a integração voluntária de câmeras particulares instaladas em estabelecimentos comerciais, condomínios e residências.
PRIVACIDADE E CONTROLE DOS DADOS
Quanto maior a capacidade de monitoramento, maior também a necessidade de definir limites de utilização.
O próprio plano menciona regras de governança algorítmica, auditoria, retenção de dados e mecanismos relacionados ao uso de informações obtidas pelos sistemas tecnológicos.
Em eventual execução, a integração também dependeria de acordos com prefeituras e órgãos federais, compatibilidade tecnológica dos sistemas e observância das normas de proteção de dados e das competências legais de cada força.
Trata-se, novamente, de uma proposta incluída no plano eleitoral do candidato, cuja implementação dependeria do resultado das eleições e das etapas administrativas posteriores.