André Viana afirma que medida pode dificultar comunicação entre lideranças criminosas presas e integrantes de organizações fora das unidades
O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, defendeu a ampliação do monitoramento dos parlatórios em presídios de segurança máxima do estado como estratégia para dificultar a comunicação entre presos apontados como lideranças criminosas e integrantes de organizações que atuam fora das unidades.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (18), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador. Segundo Viana, o controle das comunicações pode ampliar o isolamento de integrantes do crime organizado e fortalecer o trabalho das forças de segurança.
O delegado afirmou ainda que não existe atualmente uma determinação judicial geral para adoção da medida em todas as unidades e destacou a necessidade de adaptações no sistema prisional. A proposta envolve um tema juridicamente sensível, já que qualquer forma de monitoramento precisa respeitar garantias legais e constitucionais, especialmente as comunicações protegidas pelo sigilo profissional entre advogados e clientes.
A discussão ocorre em meio ao fortalecimento das ações integradas contra o crime organizado na Bahia. Nesta semana, operações conjuntas envolveram Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e outras forças de segurança em diferentes estados.
O debate agora deve se concentrar em como ampliar mecanismos de controle dentro das unidades prisionais sem ultrapassar os limites previstos em lei.
