Pedido da Polícia Federal foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, que apontou falta de indícios diretos
A Procuradoria-Geral da República apresentou parecer favorável ao pedido da Polícia Federal para realizar buscas contra ACM Neto no âmbito da Operação Overclean. A solicitação, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
A décima fase da operação investiga suspeitas de fraudes em contratos públicos da área de educação em Belo Horizonte, que somariam cerca de R$ 80 milhões. A apuração também envolve suspeitas de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e direcionamento de licitações.
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal citou contatos entre ACM Neto e o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. A investigação também menciona o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral, que já havia trabalhado com ACM Neto em Salvador.
Apesar do parecer favorável da PGR, o ministro Kassio Nunes Marques entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a medida contra o político e negou o pedido de busca e apreensão.
A decisão não encerra a investigação nem representa conclusão sobre eventual responsabilidade de ACM Neto. O caso continua sendo apurado pelas autoridades.
ACM Neto negou relação com as irregularidades investigadas e afirmou que as suspeitas são utilizadas com objetivo político. A defesa ainda pode questionar novas medidas no decorrer do processo.
A Operação Overclean segue em andamento, com mandados cumpridos em diferentes estados e outros empresários e agentes públicos entre os investigados.
