O ciclone extratropical que atingiu o Centro-Sul do Brasil entre o fim da semana passada e o último fim de semana já se afastou do país, mas seus efeitos continuam influenciando o tempo em diferentes regiões.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o sistema se formou entre o nordeste do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico na noite de sexta-feira (11), deslocando-se rapidamente para o oceano no sábado (12), quando atingiu sua maior intensidade.
A formação do ciclone aumentou a instabilidade principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com possibilidade de chuva intensa, granizo, rajadas de vento e outros fenômenos associados a tempestades severas.
TEMPORAIS DEIXARAM ESTRAGOS
A passagem do sistema e das áreas de instabilidade associadas provocou ocorrências em diversos municípios.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil registrou ocorrências relacionadas a alagamentos, enxurradas, deslizamentos, granizo, queda de árvores e danos em imóveis, veículos, estradas, pontes e estruturas públicas.
No Paraná, as chuvas também provocaram impactos significativos, incluindo alagamentos, granizo, vendavais e registros de tornados em algumas localidades. Dados divulgados pela Defesa Civil estadual apontaram milhares de pessoas afetadas e municípios atingidos pelos temporais.
São Paulo também enfrentou episódios de chuva extrema. Segundo dados do Inmet, a capital acumulou 253,8 milímetros de chuva nos primeiros 14 dias de setembro, o maior volume para o mês desde o início da série histórica do Mirante de Santana, em 1943.
SISTEMA JÁ SE AFASTOU, MAS CHUVA CONTINUA
Embora o ciclone tenha perdido influência direta sobre o continente, o cenário meteorológico permanece dinâmico.
O Inmet informa que uma frente fria associada ao sistema mantém condições para chuva e trovoadas no Sudeste e no sul do Nordeste. Para esta quarta-feira (15), a atuação de uma frente fria sobre o Atlântico favorece chuva desde o litoral sul da Bahia até Alagoas, com possibilidade de intensificação das precipitações no Nordeste.
No Sul e em grande parte do Sudeste, o tempo tende a apresentar maior estabilidade em algumas áreas, enquanto novas instabilidades permanecem possíveis em pontos específicos.
BAHIA TEM CHUVA NO LITORAL
A Bahia também entra no radar da mudança do tempo.
A previsão oficial indica possibilidade de chuva principalmente no litoral sul do estado, avançando pela faixa costeira em direção ao Nordeste. O fenômeno, entretanto, não significa que o ciclone esteja chegando diretamente à Bahia.
O que atua sobre a região é a frente fria organizada por sistemas de baixa pressão no Atlântico.
INMET MANTÉM MONITORAMENTO
O Inmet reforça que condições meteorológicas severas podem mudar rapidamente e recomenda que a população acompanhe os avisos meteorológicos oficiais e as orientações das Defesas Civis estaduais e municipais.
Em situações de tempestade, a recomendação é evitar áreas abertas, não permanecer próximo a árvores ou estruturas metálicas e procurar abrigo seguro. Durante rajadas fortes, também é importante evitar permanecer próximo a janelas e desligar equipamentos eletrônicos da tomada quando houver risco de descargas elétricas.
O episódio reforça que a passagem de sistemas extratropicais pelo Sul e Sudeste pode produzir efeitos muito além da região onde o centro do ciclone está localizado.
Portal Vilela 24hs — informação que acompanha o tempo e antecipa os riscos.
