O Japão prepara uma nova rodada de medidas que endurecem as regras para estrangeiros que vivem no país, com aumento das taxas de residência e mudanças nos procedimentos migratórios. As alterações ocorrem em meio ao crescimento da população estrangeira e à adoção de medidas para reforçar o controle migratório.
A partir de 1º de outubro de 2026, entram em vigor novas taxas para pedidos de mudança de status de residência, renovação do período de permanência e residência permanente. A Agência de Serviços de Imigração do Japão informou que os valores passarão a variar de acordo com o período de residência autorizado.
Nos pedidos realizados pela internet, por exemplo, a taxa para mudança ou renovação poderá chegar a 65 mil ienes para períodos de cinco anos ou mais, contra 5.500 ienes cobrados atualmente. O pedido de residência permanente também terá aumento significativo, conforme a nova tabela estabelecida pelo governo japonês.
A mudança não se limita aos valores. O governo japonês também vem ampliando mecanismos de fiscalização e medidas voltadas à chamada coexistência ordenada entre japoneses e estrangeiros, incluindo ações contra a permanência irregular e programas relacionados ao conhecimento da língua, das regras e dos sistemas do país.
Outra frente envolve a residência permanente. A Agência de Serviços de Imigração mantém em análise mudanças relacionadas à adequação das regras para esse tipo de status, enquanto o governo reforça os critérios de controle sobre estrangeiros que pretendem permanecer definitivamente no Japão.
Para os estrangeiros que já vivem no país, o aumento dos custos representa uma mudança concreta. A própria autoridade migratória japonesa afirma que a elevação das taxas tem como objetivo financiar o fortalecimento da administração migratória, incluindo digitalização dos serviços, proteção e apoio a refugiados, combate à permanência irregular e medidas para facilitar a adaptação dos estrangeiros à sociedade japonesa.
As novas regras também estabelecem mecanismos de redução ou isenção para situações específicas. Pessoas que se enquadrem nos critérios previstos pela legislação poderão ter as taxas reduzidas, inclusive em pedidos de residência permanente.
O endurecimento ocorre enquanto o Japão continua dependendo da presença de trabalhadores estrangeiros para atender diferentes setores da economia. A mudança, portanto, atinge diretamente quem pretende trabalhar, empreender ou construir uma permanência de longo prazo no país.
Para muitos estrangeiros, a nova realidade significa colocar na conta não apenas emprego e custo de vida, mas também documentação, requisitos migratórios e taxas cada vez mais elevadas.
NO JAPÃO, A PORTA PARA O ESTRANGEIRO CONTINUA ABERTA — MAS A CHAVE ESTÁ FICANDO MAIS CARA E AS REGRAS, CADA VEZ MAIS RIGOROSAS.
