O comerciante ipiauense Izaltino Francisco Alves, de 78 anos, morreu na noite de domingo, 2 de agosto, no Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié. Antes de ser transferido, o idoso permaneceu por mais de dez dias internado no Hospital Geral de Ipiaú, aguardando uma vaga em uma unidade com suporte de terapia intensiva.
De acordo com informações repassadas pela família ao Giro Ipiaú, Izaltino havia sofrido um infarto e necessitava de atendimento hospitalar especializado. Durante o período de internação no HGI, os parentes demonstraram preocupação com a demora na regulação e chegaram a tornar o caso público.
Na noite de quarta-feira, 29 de julho, a família foi informada sobre a disponibilização de uma vaga no Hospital Geral Prado Valadares. A transferência para Jequié ocorreu durante a madrugada de quinta-feira, dia 30.
Já na nova unidade, o paciente passou por exames. Segundo os familiares, as avaliações apontaram que seu estado de saúde era grave e que vários órgãos estavam comprometidos. Izaltino permaneceu internado, mas morreu quatro dias depois da transferência.
Conhecido em Ipiaú, Izaltino era proprietário da tradicional Mercearia Alves, localizada na Rua da Pedreira, no Alto da Subestação. À frente do estabelecimento havia décadas, ele construiu uma relação de proximidade com moradores e clientes da comunidade.
O caso volta a chamar atenção para as dificuldades enfrentadas por pacientes que dependem da regulação para ter acesso a leitos especializados na rede pública de saúde da Bahia.
Até a publicação original da notícia, não havia sido divulgada manifestação oficial do Hospital Geral de Ipiaú ou da Secretaria da Saúde do Estado sobre o tempo de espera enfrentado pelo paciente. Também não há informação médica pública que estabeleça relação direta entre a demora na transferência e a morte do idoso.
