O Brasil deve receber em junho o primeiro medicamento desenvolvido para retardar a progressão do Alzheimer em estágio inicial, marcando um momento considerado histórico por especialistas da neurologia.
O medicamento, chamado Leqembi (lecanemabe), atua diretamente nas placas de beta-amiloide acumuladas no cérebro, consideradas uma das principais características da doença de Alzheimer. Diferente dos tratamentos tradicionais, que focam apenas no controle de sintomas, a nova medicação busca desacelerar a evolução da doença.
A aprovação do tratamento já ocorreu em países como Estados Unidos, Japão e membros da União Europeia. No Brasil, a expectativa é que o medicamento comece a chegar ao mercado após autorização regulatória e etapas de distribuição.
Estudos clínicos internacionais mostraram que pacientes em estágio inicial apresentaram redução no ritmo de progressão cognitiva ao longo do tratamento. Mesmo assim, especialistas reforçam que o remédio não representa uma cura definitiva para o Alzheimer.
Neurologistas alertam que o uso exige critérios rigorosos, incluindo diagnóstico precoce e acompanhamento especializado, já que o medicamento pode causar efeitos adversos em alguns pacientes, como inchaços cerebrais e micro-hemorragias monitoradas por exames.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta memória, comportamento e capacidade cognitiva. Segundo estimativas, milhões de pessoas convivem com a doença no mundo, incluindo centenas de milhares de brasileiros.
A chegada da nova terapia reacendeu esperanças entre famílias, pacientes e profissionais da saúde, sendo considerada uma das maiores mudanças no tratamento do Alzheimer nas últimas décadas.
