A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana Sampaio, afirmou que a polilaminina poderá receber aprovação da Anvisa em até dois anos, caso os estudos clínicos apresentem resultados positivos nas próximas etapas.
A substância vem sendo apontada como uma das pesquisas mais promissoras da ciência brasileira para o tratamento de lesões na medula espinhal, especialmente em casos de paraplegia e tetraplegia. Desenvolvida pela UFRJ em parceria com o Laboratório Cristália, a polilaminina atua estimulando a regeneração neural e auxiliando na reconexão de neurônios lesionados.
Em janeiro deste ano, a Anvisa autorizou oficialmente o início da fase 1 dos testes clínicos em humanos. Nesta etapa, o foco principal é avaliar a segurança da substância em pacientes com lesões medulares agudas.
Segundo Tatiana Sampaio, os avanços observados em estudos laboratoriais e testes preliminares aumentam a expectativa sobre o potencial terapêutico da molécula. Ainda assim, especialistas alertam que o tratamento segue em fase experimental e que ainda não existem evidências científicas definitivas comprovando eficácia ampla em humanos.
A repercussão da pesquisa ganhou força nacional após relatos de pacientes que apresentaram melhora parcial de movimentos após o uso experimental da substância. O caso gerou esperança em famílias de pessoas com lesões medulares, mas também abriu debates na comunidade científica sobre cautela, metodologia e validação clínica.
Caso consiga avançar pelas próximas fases clínicas e atender aos critérios regulatórios da Anvisa, a polilaminina poderá futuramente integrar tratamentos de alta complexidade no Brasil.
