O clima nos bastidores do São João 2026 já começou a gerar preocupação em diversas cidades da Bahia. Com o aumento da fiscalização sobre contratos artísticos e cachês pagos com recursos públicos, prefeituras passaram a enfrentar pressão de órgãos de controle, denúncias e risco de cancelamento de atrações já anunciadas.
Nas últimas semanas, o Ministério Público da Bahia e outros órgãos fiscalizadores intensificaram o acompanhamento das contratações realizadas para os festejos juninos, principalmente envolvendo valores considerados elevados diante da realidade financeira de alguns municípios.
A recomendação é para que as gestões municipais adotem cautela nas contratações, apresentem justificativas técnicas e observem critérios de transparência para evitar problemas administrativos e judiciais.
Nos bastidores, existe preocupação entre prefeitos, secretários de cultura e produtores de eventos. Em algumas cidades, contratos passaram a ser questionados e grades de atrações começaram a sofrer alterações antes mesmo do início oficial das festas.
O cenário também reacendeu um debate já recorrente na Bahia: até onde é válido investir milhões em grandes shows enquanto municípios enfrentam dificuldades em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e educação.
Por outro lado, comerciantes e trabalhadores ligados ao período junino defendem a realização dos eventos, argumentando que o São João movimenta fortemente a economia regional, gera empregos temporários e fortalece o turismo nas cidades do interior.
A expectativa é de que novas recomendações e análises sobre contratos ainda ocorram nos próximos dias.
