Polícia também investiga incêndio em imóvel ligado a um dos suspeitos, onde foram encontradas ossadas humanas
Os dois homens investigados por suspeita de participação no sequestro do bebê Noah, de 11 meses, devem ser transferidos para o Presídio de Itabuna na próxima quarta-feira (21). Gildemar Alves dos Santos, de 42 anos, conhecido como Gil Santos, e Maianderson da Silva, de 19, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia, segundo informações divulgadas pela imprensa regional.
O caso ganhou um novo desdobramento em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. A Polícia Civil investiga um incêndio ocorrido em um imóvel associado a Gil Santos, onde funcionaria um terreiro religioso. Durante os trabalhos periciais, foram encontradas ossadas enterradas no local. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) deverá analisar o material para determinar sua natureza e, se possível, esclarecer sua origem. Até o momento, não há confirmação de que os restos mortais tenham relação com o sequestro de Noah.
A polícia também apura as circunstâncias do incêndio. Informações divulgadas por veículos locais indicam que imagens de câmeras de segurança teriam registrado dois homens entrando no imóvel antes do início do fogo. A hipótese de incêndio criminoso está sob investigação, mas a autoria e a motivação ainda precisam ser esclarecidas.
Noah foi levado na noite de 13 de outubro, enquanto estava com familiares em uma praça no distrito de Ponto do Astério, em Firmino Alves. A criança foi localizada na manhã seguinte em uma cabana na zona sul de Ilhéus e encaminhada para atendimento médico. Após permanecer internado e passar por exames, recebeu alta no sábado (17) e voltou para casa, onde foi recebido pela família.
Os dois suspeitos foram presos em 14 de outubro, durante uma operação policial em Ibicuí. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, eles estavam em um veículo com características semelhantes às do automóvel apontado na investigação. Na abordagem, foram apreendidos uma arma de fogo, munições e objetos infantis. A apuração continua para esclarecer a participação individual dos investigados e a motivação do crime.
As suspeitas relacionadas ao sequestro e os fatos investigados no imóvel de Vitória da Conquista devem ser tratados separadamente até que as autoridades confirmem eventuais conexões. Os investigados não devem ser considerados culpados antes da conclusão das apurações e do julgamento.
