O terceiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa, realizado em 2026, apontou que Ilhéus permanece em situação de risco para doenças como dengue, zika e chikungunya.
O município registrou índice de infestação predial de 5,7%. O percentual está acima do nível considerado satisfatório pelos parâmetros de controle vetorial. O resultado indica que, em parte dos imóveis visitados durante o levantamento, foram encontrados focos ou sinais da presença do mosquito transmissor.
Apesar de o índice atual representar uma redução em relação ao primeiro levantamento do ano, quando Ilhéus registrou 9,1%, a situação ainda exige atenção das autoridades e da população. O segundo LIRAa havia apontado índice de 5,6%.
A principal preocupação é a possibilidade de aumento da circulação do mosquito em períodos de calor e chuva, quando recipientes com água parada podem se transformar em criadouros. Caixas d’água sem tampa, pneus, vasos de plantas, garrafas, calhas e outros objetos expostos podem contribuir para a reprodução do Aedes aegypti.
O resultado do levantamento reforça a necessidade de intensificar ações de vigilância, visitas domiciliares, eliminação de criadouros e orientação aos moradores. A prevenção depende tanto do trabalho dos agentes de endemias quanto da colaboração dos proprietários e responsáveis pelos imóveis.
A população deve verificar regularmente quintais, lajes, caixas d’água e áreas externas, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. Em caso de sintomas como febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele ou mal-estar, a orientação é procurar atendimento de saúde.
O índice divulgado representa um retrato do período analisado e pode sofrer alterações conforme novas ações de controle sejam realizadas.
