O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) ganhou força na corrida presidencial de 2026 e chegou a 11% das intenções de voto, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31). Com o resultado, Cury avançou nove pontos percentuais em apenas uma semana e assumiu a terceira colocação no cenário estimulado, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na rodada anterior, divulgada em 24 de agosto, Cury aparecia com apenas 2%. O crescimento de nove pontos é a maior oscilação positiva registrada entre os principais candidatos no levantamento.
Lula aparece na liderança, com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Cury vem na sequência, com 11%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão) tem 3%, e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.
PESQUISA TEM REGISTRO NO TSE E MARGEM DE ERRO DE DOIS PONTOS
O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e realizado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026.
Foram entrevistados 2.005 eleitores por telefone. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.
Essa informação metodológica é fundamental para interpretar corretamente os números. Uma pesquisa eleitoral representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constitui previsão do resultado da eleição.
CURY AVANÇA TAMBÉM NO CENÁRIO ESPONTÂNEO
No cenário espontâneo, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Augusto Cury também aparece em posição de destaque.
Lula registra 37%, Flávio Bolsonaro tem 30% e Cury aparece com 8%. Renan Santos e Ronaldo Caiado marcam 2% cada, enquanto Romeu Zema registra 1%.
O dado chama atenção porque o candidato do Avante conseguiu crescer não apenas quando seu nome é apresentado aos entrevistados, mas também na lembrança espontânea do eleitorado.
CRESCIMENTO ACONTECE APÓS DEBATE E FORTE EXPOSIÇÃO NAS REDES
A ascensão de Cury ocorre após sua participação no debate presidencial promovido pela Band, realizado em 23 de agosto.
Nos dias seguintes, o candidato ganhou forte repercussão nas redes sociais e chegou a registrar crescimento expressivo no Instagram. Levantamentos publicados na imprensa apontaram milhões de novos seguidores em poucos dias, além de aumento nas buscas por seu nome no Google.
O desempenho nas redes, porém, não deve ser confundido automaticamente com intenção de voto. A pesquisa eleitoral é o instrumento que permite medir a preferência declarada dos entrevistados dentro de uma metodologia definida.
LULA E FLÁVIO APARECEM TECNICAMENTE EMPATADOS NO SEGUNDO TURNO
Apesar da ascensão de Cury no primeiro turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece como o principal confronto testado pelo levantamento.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Cury, portanto, ainda está distante dos dois líderes nos cenários de primeiro turno. Seu crescimento, contudo, altera o quadro da chamada terceira via e o coloca, pela primeira vez neste levantamento, acima da marca de dois dígitos.
OUTRAS PESQUISAS MOSTRAM UM CENÁRIO MENOS FAVORÁVEL A CURY
Apesar do salto registrado na Nexus/BTG, os números não são uniformes em todos os levantamentos.
Na pesquisa Atlas/Intel, realizada entre 25 e 30 de agosto, Cury aparece com 7,8% das intenções de voto. Já a PoderData/Aya, realizada entre 23 e 26 de agosto, registra o candidato com 4%.
A diferença reforça uma cautela necessária: uma única pesquisa não é suficiente para afirmar que Cury já consolidou uma candidatura competitiva nacionalmente. O dado mais seguro, neste momento, é que ele apresentou crescimento expressivo em um levantamento recente e passou a ocupar uma posição de maior destaque entre os candidatos alternativos à polarização Lula–Bolsonaro.
A evolução das próximas pesquisas será determinante para saber se os 11% representam uma tendência consistente ou um movimento pontual provocado pela maior exposição pública do candidato.
PORTAL VILELA 24HS — PESQUISA MOSTRA MUDANÇA NO TABULEIRO, MAS É A SEQUÊNCIA DOS LEVANTAMENTOS QUE DIRÁ SE O FENÔMENO CURY É CONSISTENTE OU APENAS MOMENTÂNEO.
