O judoca André Henrique, atleta do bairro Teotônio Vilela, recebeu uma Moção de Congratulação e Aplausos na Câmara Municipal de Ilhéus. A homenagem reconhece sua destacada trajetória nos cenários estadual e nacional, além do trabalho social realizado por meio da oferta gratuita de aulas de judô à comunidade ilheense.
Durante sua manifestação, porém, André revelou uma situação que chamou atenção: as atividades estão paralisadas por falta de um espaço adequado.
Além de representar Ilhéus nas competições, o atleta dedica parte do seu tempo ao ensino gratuito de judô para crianças e adolescentes, incluindo jovens em situação de vulnerabilidade social no Teotônio Vilela. O trabalho utiliza o esporte como instrumento de disciplina, inclusão, convivência e transformação social.
O presidente do Núcleo Sociocultural do Teotônio Vilela também se pronunciou. Segundo ele, foram feitas diversas tentativas de conseguir apoio do poder público para garantir um local onde as atividades pudessem ser desenvolvidas, mas, até o momento, sem êxito.
O Núcleo oferece gratuitamente aulas de boxe, judô, taekwondo, muay thai e diferentes modalidades de dança. As atividades atendem crianças, adolescentes, adultos e idosos, ampliando o acesso ao esporte, à cultura e à qualidade de vida dentro da comunidade.
A homenagem concedida a André é importante e merecida. Entretanto, o reconhecimento público contrasta com a falta de estrutura enfrentada por quem realiza esse trabalho na prática.
A situação levanta questionamentos que precisam ser respondidos: existe algum espaço público que possa receber as atividades? Há previsão de apoio ou parceria? Quais providências serão adotadas para garantir a continuidade dos projetos?
Aplaudir é reconhecer. Oferecer condições para o trabalho continuar é demonstrar compromisso.
Diante disso, fica a pergunta: o poder público está realmente preocupado com nossas crianças, nossos jovens e nossa comunidade ou continuará homenageando iniciativas que lutam para sobreviver sem o apoio necessário?
