SAÚDE: Duas pessoas morreram em decorrência do sarampo no condado de Lancaster, no estado da Pensilvânia. Segundo o Departamento de Saúde estadual, as vítimas não estavam vacinadas.
Os casos representam as primeiras mortes associadas à doença registradas nos Estados Unidos em 2026. Também são as primeiras ocorridas na Pensilvânia em 35 anos.
As autoridades não divulgaram idade, gênero ou outras informações que permitam identificar as vítimas. A medida foi adotada para preservar a privacidade das famílias.
A confirmação acontece em meio ao avanço do sarampo no país. Até 20 de agosto, os Estados Unidos haviam registrado 2.777 casos confirmados em 2026, distribuídos por 47 jurisdições. Desse total, 2.614 estavam associados a surtos, o equivalente a 94%.
Somente a Pensilvânia confirmou 393 casos em 28 condados neste ano. A queda na cobertura vacinal preocupa as autoridades porque favorece a circulação do vírus em comunidades com grande número de pessoas desprotegidas.
O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra. O vírus pode permanecer ativo no ambiente por até duas horas. Entre as possíveis complicações estão pneumonia, inflamação cerebral, hospitalização e morte.
De acordo com as autoridades de saúde, duas doses da vacina tríplice viral oferecem proteção de aproximadamente 97% contra a doença.
No Brasil, o Ministério da Saúde também acompanha a circulação do vírus. Até 13 de agosto, o país havia confirmado 24 casos em 2026, relacionados à importação do sarampo. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde, conforme as recomendações para cada faixa etária.
Pessoas com dúvidas sobre o histórico vacinal devem consultar a caderneta e procurar uma unidade de saúde. Casos específicos, como gestantes e pessoas com imunossupressão grave, exigem avaliação profissional porque existem contraindicações.
