Neste sábado, 15 de agosto, completa-se um ano do crime que tirou a vida de Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20. O caso provocou profunda comoção em Ilhéus e ganhou repercussão nacional.
As três mulheres desapareceram no dia 15 de agosto de 2025, depois de saírem para uma caminhada acompanhadas de um cachorro na região da Praia do Sul. Os corpos foram encontrados no dia seguinte, em uma área de vegetação próxima à praia. O animal foi localizado amarrado nas proximidades.
Desde as primeiras horas após a localização das vítimas, a Polícia Civil iniciou uma ampla investigação, com coleta de imagens de câmeras de segurança, depoimentos, exames periciais e análise de materiais encontrados na área do crime.
O trabalho foi conduzido pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, com apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e do Departamento de Inteligência Policial.
Dez dias depois do crime, um homem de 23 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas no bairro Pontal. Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório ele confessou envolvimento nas mortes e declarou que teria atacado as três mulheres durante uma tentativa de roubo.
A confissão, entretanto, não encerrou imediatamente o trabalho policial. As autoridades continuaram realizando diligências e exames para verificar a compatibilidade do depoimento com as evidências reunidas durante a investigação.
Em 19 de dezembro de 2025, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O investigado foi indiciado por latrocínio praticado contra as três vítimas, classificação utilizada quando o roubo resulta em morte. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, o Ministério Público ofereceu denúncia, submetida à apreciação da Justiça. O indiciamento e a denúncia representam etapas formais do processo, mas a responsabilidade criminal definitiva depende de decisão judicial, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
Um ano depois, o caso permanece vivo na memória dos familiares, amigos e moradores de Ilhéus. Alexsandra, Maria Helena e Mariana deixaram histórias, vínculos afetivos e uma ausência que continua sendo sentida por todos que conviviam com elas.
A passagem da data também reacende o debate sobre a segurança nos espaços públicos, especialmente em áreas utilizadas para caminhadas e atividades esportivas. O crime provocou medo entre moradores e frequentadores da orla sul, uma das regiões mais movimentadas da cidade.
Mais do que relembrar a brutalidade do episódio, este sábado é marcado pela preservação da memória das três vítimas. Para familiares e amigos, permanece a expectativa de que o processo judicial avance e ofereça uma resposta definitiva sobre o caso.
