Conselho do Fundo da Marinha Mercante aprova financiamento para empreendimento integrado à FIOL e ao Projeto Pedra de Ferro
Um dos maiores investimentos em infraestrutura da Bahia deu mais um passo importante. O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou o projeto do Terminal de Uso Privado (TUP) Porto Sul, em Ilhéus, empreendimento que prevê investimentos estimados em R$ 6,59 bilhões e deverá integrar um novo corredor logístico nacional voltado ao escoamento de minério de ferro, grãos e celulose.

O Porto Sul faz parte de um complexo logístico considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do estado. A estrutura será operada pela Bahia Mineração (Bamin) e funcionará de forma integrada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), permitindo o transporte de cargas produzidas no interior da Bahia até o litoral para exportação.
A aprovação ocorreu durante reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, que autorizou 15 projetos de infraestrutura portuária e naval em diferentes estados brasileiros, somando aproximadamente R$ 10,8 bilhões em financiamentos. O Porto Sul representa um dos maiores projetos contemplados na lista.
Especialistas do setor avaliam que o acesso às linhas de crédito do Fundo da Marinha Mercante poderá destravar etapas importantes do empreendimento, considerado fundamental para a retomada da FIOL. A expectativa é que a infraestrutura fortaleça a competitividade da logística baiana, reduza custos de transporte e amplie a capacidade de exportação do estado.
Além de impulsionar o comércio exterior, o Porto Sul é apontado como um projeto capaz de gerar milhares de empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação. A iniciativa também deverá movimentar diversos segmentos da economia regional, incluindo transporte, serviços, indústria e comércio.
O empreendimento está diretamente ligado ao Projeto Pedra de Ferro, um dos maiores projetos de mineração em desenvolvimento no país, reforçando a importância estratégica de Ilhéus como polo logístico nacional. A integração entre ferrovia e porto é vista pelo setor produtivo como um dos principais diferenciais para aumentar a eficiência do escoamento de cargas no Nordeste.
Embora a aprovação do financiamento represente um avanço significativo, o projeto ainda depende da continuidade das etapas de implantação e da execução das obras previstas para que o novo corredor logístico entre em operação.
