Entre janeiro e outubro deste ano, a Bahia registrou 370 casos de feminicídio consumados ou tentados, um salto de 33,5% em relação ao total de 277 casos anotados em 2024, segundo monitoramento especializado sobre violência de gênero no Brasil.
Os números mostram que o problema saiu de estatística e virou crise: os crimes deixam de ocorrer só atrás de portas fechadas e, muitas vezes, acontecem em ruas, praças e bares, sinalizando uma escalada de brutalidade e impunidade.
Especialistas apontam que esse crescimento não se explica apenas por um aumento de registros ou melhor classificação dos casos. A violência de gênero segue alimentada por desigualdades sociais profundas, relações de dominação e déficit de políticas públicas eficazes de proteção e prevenção às mulheres.
A maior parte dos feminicídios acontece dentro de casa o espaço que deveria ser de segurança e envolve agressores que a vítima conhecia ou tinha relação íntima, indicando padrões de machismo e posse que persistem na cultura violenta de muitos lares baianos e brasileiros.
Autoridades e ativistas afirmam que os dados são um alerta vermelho para governos e sociedade: investir em medidas protetivas, em educação sobre igualdade de gênero e em redes de apoio às mulheres em risco é urgente para frear essa curva que só cresce.
