O estado de São Paulo amanheceu mais uma vez marcado por episódios brutais de violência contra a mulher. Em menos de 48 horas, duas mulheres foram mortas dentro de suas próprias casas, ambas vítimas de feminicídio, em crimes que aconteceram na região metropolitana e escancaram uma crise que parece longe de ser controlada.
O primeiro caso ocorreu em Diadema, na rua Yaya, no bairro Canhema. Uma mulher de 27 anos foi encontrada morta após ser esfaqueada pelo próprio companheiro. Segundo informações da Polícia Civil, um vizinho ouviu o pedido de socorro e acionou a Polícia Militar. Quando os agentes chegaram, encontraram a cena trágica: a mulher já sem vida e o agressor também morto. A perícia confirmou que o homem tirou a própria vida depois de assassinar a companheira. No local, a faca usada no crime foi apreendida. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio no 3° Distrito Policial de Diadema.
Horas depois, um segundo feminicídio foi registrado em Santo André, no bairro Jardim do Estádio. A vítima, uma mulher de 38 anos, foi golpeada a faca dentro da residência onde morava. A PM havia sido acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica e, ao chegar, encontrou a mulher caída no chão e o marido ao lado do corpo. Ele confessou o crime imediatamente. A vítima ainda foi levada com vida a um hospital próximo, mas não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada também foi apreendida, e o ataque foi registrado oficialmente como feminicídio. O agressor está preso.
Os dois casos, ocorridos no mesmo final de semana, reforçam a escalada da violência doméstica no país e reacendem o alerta sobre a urgência de políticas eficazes de proteção, acolhimento e prevenção. Mulheres continuam sendo mortas dentro de casa o lugar onde deveriam se sentir mais seguras.
As estatísticas mostram que o feminicídio segue em curva preocupante em diversos estados brasileiros. Organizações de proteção às mulheres reforçam a necessidade de denúncias, apoio psicológico e ampliação das redes de segurança, enquanto autoridades pressionam por respostas mais rápidas e efetivas para evitar novas tragédias como essas.
