
Três meses se passaram desde o triplo homicídio que abalou Ilhéus, e a investigação ainda está longe de uma conclusão definitiva. As vítimas, as professoras Alexandra Oliveira Suzart, Maria Helena do Nascimento Bastos e a estudante Mariana Bastos da Silva, filha de Maria Helena, foram encontradas mortas em 16 de agosto, em uma área de mata na Praia dos Milionários, após desaparecerem durante uma caminhada na região.
Neste sábado, dia 15, a Polícia Civil da Bahia solicitou mais 30 dias de prorrogação para finalizar o inquérito. É a segunda extensão de prazo, já que a primeira ocorreu em setembro. A justificativa é clara: faltam laudos periciais e ainda há material extenso em análise, incluindo cerca de 700 vídeos que podem ajudar a reconstruir a dinâmica do crime.
O caso ganhou contornos ainda mais complexos após a prisão de Thierry Lima da Silva, em 25 de agosto. Ele confessou o triplo homicídio durante uma suposta tentativa de roubo, mas a versão caiu sob forte questionamento. Peritos não encontraram nenhum material genético dele nos corpos das vítimas e nenhuma arma apreendida foi compatível com o crime. A polícia também afirma que ele admitiu, separadamente, ter matado um homem por ciúmes.
Agora, a investigação segue tentando juntar cada peça desse quebra-cabeça, enquanto a cidade aguarda respostas e as famílias das vítimas cobram justiça.