A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso no estado de mpox causado por uma variante mais agressiva do vírus, pertencente ao clado 1b, que tem características mais severas em comparação às linhagens comuns de mpox.
O paciente é um homem de 39 anos, residente em Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro enquanto estava em São Paulo. Ele procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde ficou internado por um dia para observação e coleta de exames. Após receber alta médica, o homem retornou ao país de origem.
Segundo a SES-SP, até o momento não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente, e as autoridades seguem monitorando a situação.
Este é o segundo caso confirmado no estado dessa variante considerada mais agressiva. O primeiro caso registrado ocorreu em 2025, também em São Paulo, em uma mulher que evoluiu para a cura após tratamento adequado.
A mpox é uma doença viral zoonótica do mesmo gênero da varíola humana. A transmissão ocorre pelo contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais portadores do vírus. Os principais sintomas incluem erupções cutâneas, febre, dores no corpo, inchaço dos linfonodos (ínguas) e fraqueza.
As autoridades de saúde orientam que, diante de qualquer sintoma compatível com mpox, a pessoa procure imediatamente uma unidade de saúde e evite contato próximo com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão.
