
Ilhéus perdeu na manhã deste sábado uma das suas maiores referências religiosas. Carmosina Mota de Souza Santos, conhecida por toda a cidade como Mãe Carmo, morreu aos 108 anos e encerrou uma trajetória marcada por fé, acolhimento e liderança espiritual.
Moradora da Rua Severino Vieira, no bairro do Malhado, ela era figura central nas tradições da umbanda em Ilhéus. Ao longo de mais de um século de vida, construiu uma caminhada respeitada, guiando gerações com firmeza, humanidade e devoção. Sua atuação ultrapassou as fronteiras do terreiro e alcançou a comunidade como um todo, tornando-se símbolo de respeito e referência cultural.
Aos 108 anos completos em 2025, Mãe Carmo representava um pedaço vivo da história religiosa da cidade. Sua presença, sempre associada ao cuidado com quem mais precisava, conquistou admiradores e seguidores que viam nela um porto seguro espiritual.
Ela deixa filhos, netos, bisnetos e um legado que seguirá vivo entre todos que conviveram com sua força, sua sabedoria e sua dedicação à comunidade. A memória de Mãe Carmo permanece como um marco da tradição religiosa de Ilhéus.