A Bahia vive um momento que acende todas as luzes de atenção. Dados oficiais da Juceb mostram que 29.270 empresas deram baixa formal entre janeiro e setembro de 2025, um número pesado que revela a dificuldade de muitos empreendedores em manter as portas abertas.
Esse total não representa o ano completo, mas já é suficiente para configurar um retrato preocupante da realidade empresarial no estado. Segundo o Mapa de Empresas do Governo Federal, no primeiro quadrimestre foram 45.536 encerramentos, mostrando que o movimento de fechamento foi intenso logo no início do ano.
O curioso é que esse cenário convive com outro fenômeno: o mesmo período registrou 80.501 novas aberturas, indicando que o empreendedorismo segue vivo, mas também muito volátil. É o famoso “abre e fecha” que virou rotina no país e pressiona especialmente pequenos e médios negócios.
Economistas explicam que parte desses números se deve ao acúmulo de empresas que, apesar de já estarem inativas, só formalizaram a baixa em 2025. Ainda assim, o volume é alto demais para ser ignorado, principalmente quando se observa a fragilidade do crédito, o peso da carga tributária e a instabilidade dos custos operacionais.
No interior, municípios que dependem majoritariamente do comércio local sentiram de forma ainda mais dura o impacto da redução do fluxo financeiro. Já em cidades maiores, como Salvador, o fechamento mais frequente está concentrado em microempresas e MEIs, que representam a base da economia urbana.
Até que a Juceb divulgue o consolidado de 2025, a tendência é que os números cresçam, reforçando a urgência de políticas que aliviem o ambiente empresarial e deem oxigênio aos setores mais afetados.
Enquanto isso, os mais de 29 mil fechamentos já registrados contam, sozinhos, a história de uma economia que precisa reagir e rápido.
